segunda-feira, 30 de março de 2015

Babilônia, Sodoma e Gomorra... Todas, em uma só!


  Estreou em 16 de março, a nova novela da Rede Globo Babilônia que narra a estória de vários personagens, em especial, Teresa (Fernando Montenegro) e sua parceira Estela (Nathalia Timberg), sempre muito preocupada com as confusões de sua filha Beatriz (Glória Pires) que por desprezar a amizade de Inês (Adriana Esteves) é chantageada com fotos comprovando que ela trai o marido, Evandro (Cássio G. Mendes) com Pedro (André Bankoff).

  O mais incrível dessa novela ou, na verdade, o único fato incrível foi sua repercussão na população. Os brasileiros pasmaram ao ver artistas do porte de Fernanda Montenegro se sujeitando à participar de algo que fere os valores morais da família brasileira (já bem deteriorados). Este seria apenas mais um tapa na cara dado pela Rede Globo, no entanto, eles bateram forte demais... em um atual Brasil de crises, reivindicações e lutas por direitos, a Globo subestimou o poder de seus adversários, como o  SBT e a Rede Record, que por puro “jogo de marketing”, ou talvez não, não pouparam esforços para lhe lançar demasiadas críticas a respeito do conteúdo, de fato, impróprio para o horário, que essa novela contém!

  Não, a família brasileira não precisa ainda “quebrar o tabu” do assunto sexo no cotidiano, nossas famílias já o fizeram e sabem muito bem o fácil acesso que seus jovens, sejam filhos, netos, sobrinhos ou afilhados têm para encontrar mais do que informações sobre isso... não estamos de olhos fechados fingindo que meninos não sabem o que é menstruação e nem meninas o que é espermatozoide, simples, única e fundamentalmente não queremos sentar no sofá de casa e assistir “pornografia disfarçada” ou mensagens subliminares na presença deles, coisas que antes apenas víamos após as 00:00 horas. Justamente por hoje termos fácil acesso à tudo é que queremos manter um contato mais puro, intimo e próximo com nossos entes queridos sem os expor à vulgaridade que as emissoras de TV nos têm exposto.  Temos que ter um momento para pararmos e, por um segundo ou milésimo dele, esquecer toda maldade e podridão que este fácil acesso oferece, seja para agradecer à Deus por tudo ou para conversarmos e recriarmos o contato intimo, humilde e de certa forma até carismático com os familiares. Dar boas risadas, livres de culpa, no momento em que estamos parece fora do real, e é. Mas não significa que o real seja a melhor opção. Com o fim patético de Império, que demonstrou sua mais que “queda” pelo Espiritismo (apesar de pregar ser laica), agora você tenta impor como devemos orientar sexualmente nossas crianças?

  Caras (literalmente) Organizações Globo, o povo brasileiro não é seu brinquedinho e o boicote desta novela é só início da era de Criticismo do povo brasileiro, que quer se desamarrar das mídias hipócritas, simplórias e manipuladoras, sejam do canal 05, 10, 50 ou 100.


MAD O Crítico

sábado, 28 de março de 2015

Cinquenta Tons de ...?


  Nesta última quinta-feira (12 de Fevereiro), ocorreu a tão esperada estréia de Cinquenta Tons de Cinza, baseado na Trilogia homônima da escritora E. L. James, o filme (assim como o livro) narra a estória de uma jovem universitária que se apaixona por um multi-milionário extremamente jovem. No entanto, ela passa a descobrir que seu "amado" não teve um início de vida muito promissor e que seus gostos (se tratando da parte sexual) são, como ele mesmo diz, "singulares" (uma vez que ele é sadomasoquista). A trama toda de desenrola em torno desse breve resumo.

  Se tratando do livro, o mesmo é extremamente detalhista e não poupa palavras nas partes mais picantes, chegando a ser constrangedor lê-lo em público. O uso do tempo verbal no presente, torna a leitura ainda mais envolvente e intensa, sendo quase impossível parar de ler.

  O modo como a autora nos revela os pensamentos de Anastasia Steele é, de fato, algo muito importante no enredo do livro...o mais promissor dos detalhes se passa nas características marcantes dos dois personagens, sendo ela envergonhada e que "aprende" a "ser mulher" e ele sendo dominador e conseguindo intimidar ela com um simples olhar ou sua simples presença!

  Já em contra partida, o filme, em uma escala de cinco estrelas, eu o daria 2,5 e dessas duas estrelas e meia eu daria 2 (duas) para a atriz Dakota Johnson que desemprenhou seu trabalho com grande afinco e magnificência e, só não foi mais brilhante por conta de que o ator Jamie Dornan estava meio "perdido", talvez por seu talento não alcançar a postura adequada que Christian Grey necessita, ou então por Sam Taylor-Johnson ter perdido o foco e ter se importado mais em discutir com E. L. James do que "fazer" mesmo o filme. No geral, os fãs se decepcionaram com o filme, não pela falta de cenas mais "explícitas", mas por não ter havido empenho de todos na produção do mesmo. Fica então a expectativa de Cinquenta Tons Mais Escuros (com previsão de lançamento para 2017) "corrigir" os erros do primeiro e, ao novo/nova diretor(a) superar a desatenta Sam Taylor-Johnson.

MAD O Crítico