Estreou em 16 de março, a nova novela da Rede Globo Babilônia que narra a
estória de vários personagens, em especial, Teresa (Fernando Montenegro) e sua
parceira Estela (Nathalia Timberg), sempre muito preocupada com as confusões de
sua filha Beatriz (Glória Pires) que por desprezar a amizade de Inês (Adriana
Esteves) é chantageada com fotos comprovando que ela trai o marido, Evandro
(Cássio G. Mendes) com Pedro (André Bankoff).
O
mais incrível dessa novela ou, na verdade, o único fato incrível foi sua
repercussão na população. Os brasileiros pasmaram ao ver artistas do porte de
Fernanda Montenegro se sujeitando à participar de algo que fere os valores
morais da família brasileira (já bem deteriorados). Este seria apenas mais um
tapa na cara dado pela Rede Globo, no entanto, eles bateram forte demais... em
um atual Brasil de crises, reivindicações e lutas por direitos, a Globo
subestimou o poder de seus adversários, como o SBT e a Rede Record, que por
puro “jogo de marketing”, ou talvez não, não pouparam esforços para lhe lançar
demasiadas críticas a respeito do conteúdo, de fato, impróprio para o horário,
que essa novela contém!
Não, a família brasileira não precisa ainda “quebrar o tabu” do assunto sexo no
cotidiano, nossas famílias já o fizeram e sabem muito bem o fácil acesso que
seus jovens, sejam filhos, netos, sobrinhos ou afilhados têm para encontrar
mais do que informações sobre isso... não estamos de olhos fechados fingindo
que meninos não sabem o que é menstruação e nem meninas o que é espermatozoide,
simples, única e fundamentalmente não queremos sentar no sofá de casa e
assistir “pornografia disfarçada” ou mensagens subliminares na presença deles,
coisas que antes apenas víamos após as 00:00 horas. Justamente por hoje termos
fácil acesso à tudo é que queremos manter um contato mais puro, intimo e
próximo com nossos entes queridos sem os expor à vulgaridade que as emissoras
de TV nos têm exposto. Temos
que ter um momento para pararmos e, por um segundo ou milésimo dele, esquecer
toda maldade e podridão que este fácil acesso oferece, seja para agradecer à
Deus por tudo ou para conversarmos e recriarmos o contato intimo, humilde e de
certa forma até carismático com os familiares. Dar boas risadas, livres de
culpa, no momento em que estamos parece fora do real, e é. Mas não significa
que o real seja a melhor opção. Com o fim patético de Império, que demonstrou
sua mais que “queda” pelo Espiritismo (apesar de pregar ser laica), agora você
tenta impor como devemos orientar sexualmente nossas crianças?
Caras (literalmente) Organizações Globo, o povo brasileiro não é seu
brinquedinho e o boicote desta novela é só início da era de Criticismo do povo
brasileiro, que quer se desamarrar das mídias hipócritas, simplórias e
manipuladoras, sejam do canal 05, 10, 50 ou 100.
MAD O
Crítico


